A Toca do Gato
A Toca do Gato
Para ti, que assinavas os teus texto com um gato, e não me deste tempo suficiente para te conhecer...
Terça-feira, Agosto 30, 2005
He lost it...
As conspirações usuais das quais Alberto João Jardim diz querer proteger os madeirenses deixaram de ter piada. Este homem já há muito que deixou de se poder considerar como o bobo da corte, para passar a ser a vergonha nacional.
E a verdade é que não consigo continuar a ilibar os madeirenses da culpa desta atrocidade política continuar à frente dos destinos daquela região autónoma Portuguesa. A verdade é que ganhou em eleições livres e não foi com uma margem assim tão pequena.
Os portugueses estão sempre a queixar-se dos seus políticos, mas passam a vida a votar nos mais demagogos e circenses. Vejam-se os exemplos de Alberto João Jardim, Fátima Felgueiras, Santana Lopes, Avelino Ferreira Torres...
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/30/2005 07:26:00 PM
Terça-feira, Agosto 23, 2005
Ideias ocas
O Ministro António Costa, se não tem nada de inteligente para dizer em resposta à tragédia dos incêndios que vivemos todos os dias, então devia remeter-se ao silêncio e rastejar de novo para o buraquinho de onde saiu.
Considera agora o Ministro que o importante é que se construa um avião europeu de combate às chamas. Portugal continua a arder em grande parte porque continua a alimentar o
lobby da indústria aeronáutica de combate aos incêndios, recusando-se a adquirir meios próprios, e o Ministro da Administração Interna encontrou na construção de um avião europeu a solução. Ou será que pretende apenas desviar a atenção do facto deste governo, mais uma vez, preferir recorrer a fundos europeus e deixar arder a floresta do que a proteger?
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/23/2005 12:52:00 AM
Domingo, Agosto 21, 2005
Mesmo que não pensemos nos milhares de hectares de floresta que foram para sempre perdidos, mesmo que não pensemos nas casas destruídas, mesmo que ignoremos tudo isso a verdade é que morrem pessoas, entre civis e bombeiros. Trata-se de homicídio. Por muito involuntário que possa ser.
Quando é que o governo ganha coragem para mudar a legislação e aplicar penas mais pesadas para estes crimes? E que tal começar a obrigar estas pessoas a pagarem por todo o prejuízo que provocam?
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/21/2005 11:23:00 PM
Segunda-feira, Agosto 15, 2005
Estranhos hábitos
É certo que o ser humano se habitua às coisas mais estranhas. Mas mais estranho ainda é quando passamos a considerar um determinado comportamento, em nada positivo, como uma coisa normal.
Os portugueses são um povo de sangue quente, que se exalta com alguma facilidade. No entanto não passo a considerar normal duas pessoas não conseguirem resolver uma disputa, quer seja ela profissional, ideológica, familiar ou afectiva sem envolver uma discussão acalorada em que o aumento de decibéis está na ordem do dia.
Eu decidi viver a minha vida a baixo volume, no que respeita os debates/discussões em que me vejo envolvido. Não sou averso ao som. Consigo ser expansivo o suficiente para em contexto de diversão ou brincadeira conseguir e participar no barulho. No entanto tenho um pequeno sistema de alarme que reduz toda e qualquer tolerância ao mesmo quando se trata de uma discussão (aqui no sentido depreciativo do mesmo).
Sou da opinião de que a minha vida é privada, logo as minhas discussões só a mim e aos meus interlocutores dizem respeito, e de que não se resolve nada com discussões acaloradas, que não fazem nada senão provocar dores de cabeça e enervar as pessoas.
Não me entendam mal, eu consigo participar nesse tipo de discussões mais quentes, mas simplesmente não vejo benefício em fazê-lo.
Depois há o reverso da medalha. As pessoas não respeitam o meu desejo de uma discussão calma, afirmando que eu é que não sou normal e tenho que me habituar que as pessoas falam alto quando discutem. Mas, como não estão habituadas a que o faça, quando lhes respondo no mesmo tom não gostam e acham que estou a ser agressivo. Decidam-se!
O ser humano de facto habitua-se às coisas mais estranhas. As pessoas não conseguem trocar ideias sem gritar, impor. Agridem-se quando não conseguem desmontar a argumentação alheia. Os políticos dão o mau exemplo quando não conseguem manter um debate sem, de uma forma desrespeitadora, se interrompem uns aos outros consecutivamente.
Pode ser comum, mas ninguém me conseguirá convencer que a inaptidão alheia para o auto-controlo passou a ser considerado um comportamento normal do ser humano. Se nos vamos acomodar com isto então que desistamos de toda e qualquer campanha para diminuir a sinistralidade rodoviária, e assumamos que é normal matarmos-nos uns aos outros nas estradas...
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/15/2005 10:45:00 AM
Quarta-feira, Agosto 10, 2005
Um país de costumes demasiado brandos
Há alturas que penso sermos demasiado brandos nos nossos costumes.
Os Norte Americanos podem ser hipócritas, tacanhos, burros, conservadores e... bolas, entusiasmei-me. Em suma, podem ter muitos defeitos, mas quando se dedicam a uma causa, mudam políticas e estratégias, levam os seus governantes e indústria a recuar.
Ora no nosso país não se passa bem a mesma coisa. Vejamos então. De tempos a tempos ouve-se falar nos golfinhos do Sado. Alerta-se para as principais ameaças à sobrevivência, que já de si é tão rara.
Estes dizem que os protegem há 13 anos. Tendo em conta que já só existem pouco mais de trinta e que a contagem decrescente ainda não terminou, eu não sei se anunciaria aos quatro ventos que os andava a proteger. Porque se os protegem há tanto tempo não andam a fazer um trabalho assim tão bom.
Quando vejo um grupo francamente motivado a proteger uma espécie ou uma população, vejo cartas múltiplas às entidades que têm algum poder decisório, vejo notícias na comunicação social alertando a população e pedindo a sua movimentação para combater esse problema, vejo pressão sobre o governo. Educar as nossas crianças é muito importante, mas se não tentarmos mudar mentalidades as nossas crianças podem não vir a ter poder de decisão, já que o objecto da sua protecção se extinguiu.
Como é que nos chamamos civilizados e levamos a última população estuarina de golfinhos à extinção? E não pensem que gosto mais de golfinhos do que de outros animais, muito pelo contrário.
Mas não, ao invés de se proteger esta população
constroem-se novas marinas e cais de
ferries, não se obrigam as indústrias a tomarem rigorosas medidas de tratamento das suas descargas para os rios, desmultiplicam-se as
empresas de ecoturismo (AKA exploração da vida selvagem) cuja ganância as leva a perseguirem os animais não lhes dando espaço para se alimentarem ou cuidarem das crias, entre outros.
A cidade de Setúbal bem pode ir pensando em mudar de símbolo. Em vez de um golfinho eu sugeriria um cano de esgoto.
Somos demasiado brandos. Não nos queria radicais, mas gostava que cuidássemos um pouco melhor do nosso património natural.
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/10/2005 07:43:00 PM
Terça-feira, Agosto 09, 2005
Há cada um...
Não é tão chato termos que ser diplomáticos?
Acreditem que me sentiria muito melhor se não tivesse que engolir em seco e pudesse ser bruto como uma porta, com certas pessoas e/ou atitudes.
Hoje tive a oportunidade de sentir na pele os comentários desconstrutivos daquelas pessoas que nunca fazem nada, mas estão sempre prontas a criticar os outros quando fazem alguma coisa.
Decidi ignorar a pessoa e os seus comentários, mesmo correndo o risco de que fique ofendida. Porque a minha verdade era de responder:
Olhe lá! E se fosse à merdinha, não lhe parecia melhor?
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/09/2005 12:01:00 AM
Segunda-feira, Agosto 08, 2005
Bravo!!!
Os aplausos de pé, em peças de teatro, concertos de música ou dança, estão a levar o mesmo caminho que levaram as gorjetas em alguns países: tornaram-se quase obrigatórios.
Termina o espectáculo, os protagonistas agradecem e logo se vai começando a levantar a plateia, mesmo que a intensidade dos aplausos não reflicta o comportamento do aplauso de pé. Por vezes as pessoas aplaudem de pé sem nenhuma emoção ou convicção, mas porque é de bom tom!
Eu posso andar um pouco afastado da realidade, mas a verdade é que continuo a achar que um aplauso de pé (tal como uma gorjeta) deverá ser dado quando a prestação é de facto fora do normal. Não precisa ser perfeita, mas tem que se notar um empenho, uma qualidade não rotineira. E a verdade é que isso não acontece. Passou a ser instituído que, excepto em casos de prestação medíocre, os profissionais merecem ser distinguidos por fazerem o seu próprio trabalho.
Posso vir a receber olhares reprovadores da camada cultural, presente nos espectáculos a que me dirija, mas continuarei a recusar-me a me levantar em situações em que os artistas não sejam realmente muito bons.
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/08/2005 11:37:00 PM
Sexta-feira, Agosto 05, 2005
Boletim Informativo do Incendiário
Senhor Incendiário, amanhã, em Portugal continental, os distritos onde poderá melhor atear os seus fogos são Coimbra, Santarém, Porto, Faro entre muitos outros que tem à disposição e que pode encontrar
aqui.
E não se esqueça, para sua segurança e do seu fogo ateie-o sempre com o vento a favor e lembre-se,
quem brinca com o fogo faz xixi na cama!
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/05/2005 11:40:00 PM
Segunda-feira, Agosto 01, 2005
Oposição Laranja
Os partidos na oposição costumam tentar sempre apresentar ou patrocinar medidas sérias e/ou populares, para se mostrarem uma melhor alternativa ao governo. Esta postura costuma provocar algumas dúvidas no eleitorado mais indeciso e descontente com as medidas menos populares do governo em vigor, provocando as frequentes viragens à esquerda ou à direita nas eleições seguintes.
Não sei se é devido à distância das próximas eleições, mas o PSD nem na oposição deixa de proteger a legislação que favorece o poder (seu) e a corrupção (dos seus, de preferência). Depois de inviabilizar a limitação de mandatos de Primeiro-Ministro e, em particular, de Presidentes de Governo regional (afinal, só desta forma conseguem manter o seu ditadorzinho xenófobo insular no poder), os sociais democratas (quanto me custa dar-lhes este título) provocaram o adiamento da limitação de mandatos de autarcas, protegendo assim a reeleição de 100 dos seus presidentes de câmara.
Ninguém ficou com dúvidas que esta resistência visa apenas o bem de Portugal e a salvaguarda dos interesses da democracia. Pois claro...
- Arranhado por Gato Gaspar @
8/01/2005 10:03:00 PM
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